Luiza Verdolin / No caminho para o vegetarianismo estrito | VIVERDEQUÊ?
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4.abr
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Luiza Verdolin / No caminho para o vegetarianismo estrito

Aderente ao ovolactovegetarianismo, sou Luiza Verdolin, tenho 29 anos, nasci em Belo Horizonte-MG e atualmente resido em Mário Campos (região metropolitana de Beagá). Ecóloga de formação e com especializações na área de Educação, atuo há seis anos como Educadora em espaços de educação não-formal.

Desde a infância, sempre fui apaixonada por animais: tenho lembranças de intensos vínculos afetivos com animais de estimação, e de uma excessiva curiosidade pelas diferentes espécies de bichos e suas características de vida. A relação entre o bife do meu prato e o sacrifício de animais sempre foi clara, mas não me parecia tão “natural” como aprendemos desde pequenos. O conhecimento e a criticidade adquiridos com o tempo em relação aos processos produtivos e mercadológicos do ramo alimentício – e seus imensuráveis impactos na sociedade e ambiente, passaram a me incomodar mais do que vontade de comer carne.

Há um ano e nove meses adotei o regime alimentar do ovolactovegetarismo, excluindo o consumo de carnes e derivados sem um período de transição. Inicialmente, senti dificuldade para balancear as minhas refeições de modo que a minha fome fosse saciada e neste caso o consumo de ovos me ajudou. Pouco depois fui me sentindo desafiada a variar minha alimentação, visto que nunca tive o hábito de diversificar as minhas refeições.

No período da mudança não procurei ajuda profissional para orientação nutricional ou realização de exames: arriscadamente, me apoiei em informações encontradas na internet e em trocas de experiências através de redes sociais e círculos de convívio. Em pouco tempo percebi benefícios significativos em minha saúde como maior disposição física,  melhor funcionamento do intestino e bem-estar emocional. Apesar dos resultados positivos, após dez meses que aderi à dieta realizei exames e visitei médicos para checar minha saúde nutricional – já desejando suprimir ovos, leites de origem animal e seus derivados das minhas refeições.

Ainda não consegui adotar o vegetarianismo estrito. Apesar de contar com o apoio de meu esposo e filha que são carnistas, ainda tenho dificuldades para substituir os leites e ovos no preparo de receitas. Nos supermercados e comércio da cidade de onde moro, não há opções de leites vegetais e derivados, ou de ingredientes normalmente utilizados para substituí-los. Igualmente difícil é encontrar alimentos prontos que não tenham estes ou outros ingredientes de origem animal, bem como marcas que não estejam envolvidas com a exploração de outras vidas.

Acredito que mudanças podem ser incrivelmente benéficas para nossas vidas. Toda mudança deve ser entendida como um processo, e o primeiro passo que é a vontade de mudar, é o mais importante. A alimentação é o principal meio para obtenção da energia que precisamos para viver e optar por hábitos mais coerentes com nossa saúde, crenças ou princípios éticos, nos nutrindo para além do corpo. Contudo, ainda vale lembrar que a escolha do vegetarianismo é pessoal, mas reverbera positivamente ao nosso redor. Para quem está começando agora a minha dica é: se informe! Perceba como tudo está ligado e que o delicioso “churrasco” corrobora sim para o aumento das desigualdades sociais e em inúmeros impactos negativos ao nosso meio ambiente. A internet nos fornece acesso fácil a vários documentários, filmes e artigos que podem incentivá-lo de muitas maneiras. Para quem precisa de um “choque”, assista à Cowspiracy, Terráqueos, A Carne é Fraca, Por trás da Máscara (entre outros que podem ser facilmente achados no Youtube). Além disso, também existem muitos grupos e pessoas a fim de conversar e trocar experiências fabulosas. Que tal experimentar?




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Débora Campos - autora
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