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18.abr
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Jeimila Ferrari – intolerante à lactose

Sou Jeimila Ferrari, tenho 28 anos e sou formada em Design. Nasci em Ariquemes, no estado de Rondônia, mas moro em Minas Gerais desde os meus 3 anos. Sou intolerante à lactose, ou seja, meu organismo parou de produzir a enzima capaz de digerir o açúcar do leite de origem animal.

A causa exata do que me tornou intolerante é desconhecida, podendo ser estresse, exposição precoce ao leite de vaca (tomo mamadeira de leite desde os 2 meses de vida), ou até mesmo uma sequela causada pela dengue.

Descobri a intolerância à lactose em 2011, quando comecei a ter muitos problemas de saúde. Depois de muitas idas ao médico, encontrei uma gastroenterologista que solicitou uma bateria de exames. Ela descobriu, dentre outras coisas, que eu estava intolerante à lactose!

ANTES DE DESCOBRIR A INTOLERÂNCIA E AGORA
ANTES DE DESCOBRIR A INTOLERÂNCIA E AGORA

Minha intolerância é AGUDA. Os resultados do meu exame de sangue mostraram que, mesmo depois de 60 minutos de ingestão, meu organismo não foi capaz de absorver praticamente nada do açúcar do leite. Mesmo assim, quantidades mínimas e isoladas de leite e derivados não me fazem mal (caso dos produtos com traços de leite). Mas uma dose considerável do produto ou o consumo contínuo de pequenas quantidades, geram uma fermentação excessiva no intestino, me fazendo ter enxaquecas e diarreias severas, inchaço, dilatação e gases abdominais, e, como também sofro de gastrite crônica, podem afetar a mucosa intestinal, desencadeando uma crise terrível.

Há 6 anos, antes do diagnóstico, o leite e os derivados estavam em quase tudo que eu comia. Sou apaixonada por iogurtes, queijos, creme de leite e leite integral. Então, sim… foi muito difícil para mim deixar de consumi-los. Por outro lado, eu estava tão contente por finalmente saber o motivo de todo aquele mal-estar, que, aos poucos, fui me empenhando a abrir mão dos meus “vilões”.

Atualmente, tenho cada vez menos dificuldades de encontrar produtos chamados “zero lactose” (que na verdade, não deixam de ter lactose, apenas são acrescidos da enzima lactase, capaz de digerir o açúcar do leite). Porém, como são produtos caros, optei por restringir o uso ao mínimo possível em meu dia a dia. No entanto, manipulo cápsulas da enzima de efeito rápido que me acompanham para onde vou. Assim, não preciso deixar de comer nada na casa de parentes e amigos ou em restaurantes e hotéis.

Recomendo que ao suspeitar da intolerância, as pessoas procurem ajuda médica. Acho que é muito relevante ter certeza! Apesar de não ser nada agradável, a melhor forma de descobrir é fazendo o exame de sangue. O exame consiste em colher uma amostra de sangue em jejum, e outras duas amostras depois de 30 e 60 minutos, após ingerir uma dosagem significativa de lactose diluída em água, podendo-se, assim, validar a capacidade do organismo de absorver o açúcar do leite. Ou seja, se realmente for intolerante, invariavelmente, passa-se muito mal depois do exame. Mas, a intolerância à lactose é algo relativamente simples de driblar. E fazer o exame assegura que não há nada mais grave acontecendo e/ou sendo confundido com a intolerância.

Outra forma de certificar-se seria evitar o consumo de produtos lácteos por um determinado período de tempo. Mas, particularmente, não acredito que seja a melhor maneira, pois pode-se coincidentemente não ingerir naquele mesmo período outro alimento que, de fato, esteja causando o mal-estar, ou, pior, deixar de investigar algo mais sério. Ainda assim, pode ser uma alternativa para bebês e crianças, já que o exame gera muito desconforto para o intolerante.

Se de fato for intolerância, o mercado é bem mais flexível hoje do que poucos anos atrás. Embora custe até o dobro do preço dos convencionais, é possível encontrar uma infinidade de produtos acrescidos da enzima lactase, ou alternativos, como os de soja, então vale a pena experimentar. Também é possível manipular cápsulas de enzimas de rápida digestão com facilidade (aquelas que se toma antes ou imediatamente após o consumo de lácteos), ou até mesmo comprar pronta a enzima para preparo dos alimentos com leite e derivados.

Optar por dietas veganas também é sempre uma boa opção. Existem receitas super saborosas e acessíveis em sites e blogs especializados, como o Viverdequê?.

O mais importante mesmo é conhecer o próprio limite! Intolerância não significa exatamente uma restrição total, pois os níveis variam muito de pessoa para pessoa. Eu, por exemplo, posso comer manteiga sem problemas. Então, a dica é testar em pequenas quantidades até onde seu organismo pode ir e seguir comendo bem e feliz.

 

PÃO COM MANTEIGA
PÃO COM MANTEIGA NO CAFÉ DA MANHÃ, SEM PROBLEMAS



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Débora Campos - autora
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