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28.mar
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Gabriela Padilha / Lidando com a diabete

Oi! Sou a Gabriela Padilha, publicitária, nascida e moradora de Contagem/MG e tenho 26 anos.

Já há uns 2 anos, controlo a alimentação em busca de uma vida mais saudável e um corpo mais equilibrado. Mas, há 8 meses descobri a diabete mellitus tipo 1 e minha maior restrição se tornou o açúcar. Logo, controlo também os carboidratos, que viram açúcar no sangue e aumentam a glicose.

Nunca fui uma pessoa “neurada” em relação à alimentação, afinal amo coisas saudáveis. Só que percebi que estava comendo besteiras demais e não me exercitava. Assim, fui a uma nutricionista e comecei a controlar melhor a alimentação. Não foi nada radical porque eu já comia muitos itens saudáveis. Eu descobri alimentos que não conhecia, realizando substituições. Ex.: não comia mais pão de queijo de manhã e sim biscoito de arroz. Parei de comer mais de um carboidrato no almoço, enfim, me agarrei bem nas dicas da nutri. Ou seja, comecei a aprender mais sobre os alimentos!

Quando, então, descobri a diabete (inclusive após beber durante 7 dias das férias bastante caipirinha com bastante açúcar refinado…rs), regrei ainda mais a alimentação. Hoje, é praticamente impossível me ver comendo mais que um carboidrato por refeição (sequer combino arroz com beterraba). Antes do regime, tomava drinks com açúcar ou tomava um sorvetinho. Hoje tudo, tudo, tudo é diet. Saio dessa rotina só quando a glicose está maravilhosa, o que não é muito difícil, considerando que meu grau de doença ainda é leve, mas aí como apenas um bombonzinho comum.

Isso tudo começou em julho de 2016, quando já estava com alguns sintomas estranhos, como xixi com maior frequência, muita sede e ressecamento na pele. Mas achei que era o frio. Após viajar e desregrar ainda mais a alimentação, voltei com os sintomas tão fortes que procurei um médico, porque ficou bem fora do normal. Assim, os médicos validaram a diabete como tipo 1. Ou seja, doença genética, determinada com base num exame de sangue que avalia a glicose e os anticorpos. No meu caso há suspeitas que a diabete é familiar (ainda não foi comprovado, mas há suspeita, considerando que tenho vários casos de família).

No início tive dificuldades. A diabete é uma doença que do nada, após aplicar insulina, há uma queda gigante da glicose. Assim você tem, rapidamente, que comer doce para a glicose subir. Essa inconstância ocorre muito no início e foi minha maior dificuldade. No processo de mudança procurei uma nutricionista e endocrinologista especializados na minha doença.

Hoje, com a dose baixa de insulina que tomo, isso ocorre muito esporadicamente. Só quando a glicose está mais alta, por algum motivo, como quando tomei corticoide para acabar com a tosse.

Poucos meses após a descoberta da doença já pensei em fazer uma página para informar as pessoas sobre o assunto. Mas resolvi esperar para que eu mesma já entendesse melhor sobre as crises da doença. Porém, ao tomar corticoide e ver o que o remédio fez com a glicose, antecipei a criação do perfil no Instagram para troca de ideias: @adiabeteeeu (a diabete e eu),  para informar os diabéticos sobre as instabilidades que podem ocorrer com um simples remédio (além de poder ser ajudada com informações relevantes).

Me surpreendi muito, a ajuda veio de bom grado, de boa vontade e por todas as partes. Nunca fui tão bem recepcionada como no mundo diabético. As pessoas são muito calorosas e adoram colaborar.

Diante das adaptações que precisei adotar, tive mudanças negativas e positivas na minha vida. De positivo: como bem e faço muito exercício (que ajuda muito no controle da glicose), o que mudou bem o meu corpo. Está mais fácil ficar definida. De negativos: as agulhadas da insulina, que mesmo tomadas com uma caneta de agulha mini, as vezes incomoda. Quando a glicose está alta, os sintomas são irritantes, inchaços (principalmente na barriga), inconstância no peso (se a glicose aumenta muito, perco peso muito rápido, perdendo todo o esforço de academia que faço). Não como qualquer coisa, logo, viro a preocupação das pessoas ou evito ir a alguns lugares, ou levo coisas específica para eu comer (isso ocorre mais quando a glicose está alta).

É difícil encontrar alimentos adequados para a minha alimentação nos supermercados. É mais fácil encontrar alimentos sem glúten e lactose, que são a nova onda fitness, do que sem açúcar. O mercado acompanha a moda e não as restrições alimentares, de fato. Sem falar que os preços são altíssimos, considerando que o público os compra por necessidade e muitas vezes acabam pagando o preço.

Quem está começando agora a adequar a alimentação deve ter, primeiro, força de vontade. É importante saber que antes de qualquer coisa, com ou sem doença, estamos falando de saúde. É claro que tem gente que vive uma vida desregrada e ainda assim, vive muito e bem e muito tempo. Mas as estatísticas não mentem: há hoje, mais pessoas com diabete tipo 2 do que 1. Ou seja, mais gente que provocou sua doença, com má alimentação, do que quem tem um ‘gene ruim’, como no meu caso.

Cuidar da saúde pode não lhe trazer longevidade, por destino ou por qualquer outra coisa que acredite. Mas com certeza lhe dará dias de mais disposição e energia. É muito gratificante acordar, se olhar no espelho, ficar satisfeito e se sentir leve. É melhor ainda poder decidir comer um pedaço de pizza em plena terça-feira, considerando que você leva uma vida equilibrada, sem a consciência pesada.

 

Siga: @adiabeteeeu

www.instagram.com/adiabeteeeu

 




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Débora Campos - autora
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